Você deve estar se perguntando se esse título que acabou de ler tem alguma semelhança com algum livro. E era justamente este caminho que eu queria que meu leitor chegasse. Mas não vou fazer nenhum paralelo com as palavras de Ricardo Noblat, e sim tentar entender e refletir esta verdadeira arte.
A arte, no seu sentido genérico, é uma criação humana que sintetiza emoções e as aborda com valores estéticos, que são infinitos. Este conceito é compreendido de maneira automática nas artes plásticas, no teatro, no cinema e fotografia. Porém, como que este conceito pode caber em uma maneira de fazer jornalismo, que já foi há muito tempo comparado com uma maneira diferente de fazer literatura, sem se desligar da ideia de valores estéticos e da sintetização das emoções?
Para começar, o jornalismo impresso, mais do que qualquer outra área do jornalismo, se encaixa perfeitamente quando o assunto é sintetizar emoções. A correria do dia-a-dia, os acontecimentos chegando quentes na redação lota os textos dos repórteres da redação deixam transparecer toda essa carga de sentimento e emoção que chega no jornal todos os dias. O jornalista que procura apurar matérias de forma que o cidadão compreenda o que aconteceu e de que forma aconteceu naquele determinado momento, e a partir deste acontecimento raciocine para poder construir o ponto de vista e a crítica em cima daquele trecho da vida real.
A partir de hoje, deixe-se levar por este sentimento, ou a falta dele, que estão nas matérias dos jornais e saboreie a arte do jornal diário. Você consegue fazer esta sintonia? Deixo a pergunta vaga ao leitor.