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13 junho 2010

#CALA BOCA GALVAO

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Sempre adorei participar de piadinhas internas. Ainda hoje eu e minhas irmãs compartilhamos várias delas. Mas não sei se vocês andaram acompanhando essa semana no Twitter, junto com a folia da copa do mundo e tudo mais a história do #CALA BOCA GALVAO. Caraca, é a maior piada interna da história! Pensem: são mais de 11 milhões de internautas, segundo contagem de maio de 2009. Creio que hoje esse número tenha até dobrado.

Bom, mas vamos ao que interessa. Como todos sabem, Galvão Bueno é um ilustre narrador de futebol da Rede Globo que diz coisas muito sábias como “não perca mais um capítulo inédito de vale a pena ver de novo”, “curva reta” e “pneu traseiro dianteiro”. Se você quer saber mais sobre essa figura só procure Galvão Bueno no youtube. E agora com a copa e as belas narrações do Galvão, uma opinião que era reprimida e calada nos lares brasileiros explodiu a tona na rede social Twitter. Mas gente, parece que todo mundo resolveu expor a sua opinião sobre o profissional da Globo quando ele narra um jogo “CALA BOCA GALVAO”. Aí já viu, virou Trending Topics mesmo. E não é TT´s brasileiro não, é mundial a coisa. E tem muito gringo perdido sem saber o que significa esse tal de CALA BOCA GALVAO.

Aí como o nosso povo brasileiro é um povo esperto que só, resolveram twittar dizendo que esse CALA BOCA GALVAO é um novo single da Lady Gaga, ou que melhor, era uma campanha contra  a extinção de um pássaro originário da Amazônia. E levaram esse assunto tão a sério que até tem vídeo explicativo sobre os pássaros em extinção da espécie SILENTIUM GALVANUS. Hahaha. Colocaram até o Chico Xavier no meio da história. E o vídeo ficou bem editado. Quero só ver se a Globo tem a banca de fazer alguma matéria sobre esse assunto. Garanto que se fosse um CALA BOCA SILVIO SANTOS isto já seria com certeza assunto de três Fantásticos pelo menos. Vou colocar abaixo o link do vídeo.

SAVE THE GALVAO BIRDS

06 junho 2010

A arte da inspiração

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Não sei se já aconteceu com você, mas já teve a sensação de, de repente, ter um lance da sua vida passando em câmera lenta? Bom, isso acontece comigo as vezes. O normal é acontecer quando eu estou num momento muito decisivo. Outras vezes é quando eu me deparo com alguma dúvida existencial e sempre penso “putz, porque eu não tenho um gravador agora”. Claro que um simples papel e caneta resolveriam, mas quem (eu mesma né) que teria a capacidade e a “não-preguiça” de tirar uma folha e uma caneta da bolsa e anotar o momento filosófico semanal? Penso que não só eu, mas muita gente.

Uma das coisas que os caras fodões de filosofia não tinham, preguiça. A filosofia deve evoluir desses caras que tem a dúvida genial e não tem a preguiça de anotar em algum lugar para depois raciocinar em cima daquela pira. Ta certo, ta certo. Eles tinham também o raciocínio fora do comum.

São exatamente flashes que acontecem e, como agora por exemplo, vão embora e nos deixam de mãos abanando, sem inspiração para continuar escrevendo. E tudo aquilo que você tinha imaginado pra colocar no post já foi esquecido. Malditas dogras. Haha. Mentira, eu não mexo com isso. Poxa, por falar em THC, lembrei de um vídeo muito bom. Vou deixar aqui no blog para vocês NUNCA usarem dogras. Triste situação do senhor.

Afinação da Interioridade

30 maio 2010

A verdadeira arte de escrever num jornal diário

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Você deve estar se perguntando se esse título que acabou de ler tem alguma semelhança com algum livro. E era justamente este caminho que eu queria que meu leitor chegasse. Mas não vou fazer nenhum paralelo com as palavras de Ricardo Noblat, e sim tentar entender e refletir esta verdadeira arte.

A arte, no seu sentido genérico, é uma criação humana que sintetiza emoções e as aborda com valores estéticos, que são infinitos. Este conceito é compreendido de maneira automática nas artes plásticas, no teatro, no cinema e fotografia. Porém, como que este conceito pode caber em uma maneira de fazer jornalismo, que já foi há muito tempo comparado com uma maneira diferente de fazer literatura,  sem se desligar da ideia de valores estéticos e da sintetização das emoções?

Para começar, o jornalismo impresso, mais do que qualquer outra área do jornalismo, se encaixa perfeitamente quando o assunto é sintetizar emoções. A correria do dia-a-dia, os acontecimentos chegando quentes na redação lota os textos dos repórteres da redação deixam transparecer toda essa carga de sentimento e emoção que chega no jornal todos os dias. O jornalista que procura apurar matérias de forma que o cidadão compreenda o que aconteceu e de que forma aconteceu naquele determinado momento, e a partir deste acontecimento raciocine para poder construir o ponto de vista e a crítica em cima daquele trecho da vida real.

A partir de hoje, deixe-se levar por este sentimento, ou a falta dele, que estão nas matérias dos jornais e saboreie a arte do jornal diário. Você consegue fazer esta sintonia? Deixo a pergunta vaga ao leitor. 

23 maio 2010

O cerne do jornalismo

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Jornalismo, sim, jornalismo. Qual é afinal o foco principal para uma matéria espetacular? Uma boa matéria está quando o repórter consegue retirar a notícia da fonte. Não adianta esforço nenhum em saber escolher as perguntas certas, linguagem certa – claro que todos estes aspectos são relevantes – se o jornalista não consegue fazer com que a suas fontes falem a verdade.

Hoje percebemos que o fato de dizer a verdade, não só em fatos grandes, mas também em assuntos menores, às vezes não é percebido e nem é considerado um erro grave pelos leitores. Com o webjornalismo e a guerra de concorrência na internet, os repórteres acabam deixando a verificação de dados de lado e colocam em foco maior a velocidade em que se dá uma notícia, e isso não é o que o leitor tem preferência.

Já é conhecido, por meio de pesquisas, que os leitores preferem notícias em que há uma apuração maior da notícia do que a velocidade em que os veículos de comunicação dão as notícias. Também seja por esse motivo que o jornal impresso ainda consegue ter maior credibilidade diante do público do que o jornalismo online.

Diante da sociedade em que vivemos, fomos educados para sempre dizer a verdade, independente de qualquer fato ou circunstâncias. No jornalismo, em especial, a verdade é a linha guia do repórter, o que conduz o jornalista para a apuração dos fatos da notícia. Hoje nunca foi tão necessário conquistar a credibilidade diante dos leitores.

É fácil compreender que é errado e antiético quando falamos da publicação de mentiras. Porém, isto não fica tão evidente quando hoje em dia é comum a publicação de “meias verdades” na mídia. O sensacionalismo e a imprensa marrom presente no dia-a-dia de nos veículos de comunicação também acabam se enquadrando como “meias verdades” e que não são vista com maus olhos pelos receptores.

16 maio 2010

A história das coisas

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Eu realmente não estava com assunto pra escrever no blog hoje não, maaas lembrei de um vídeo muito interessante que vi há um tempo já e que acho importante jogar na roda. O vídeo? A história das coisas. Já ouviu falar? Bom, trata-se de um assunto total pertinente hoje em dia. O vídeo fala de desenvolvimento sustentável. Não, não é um vídeo sobre separação de lixo, não simplesmente isso. É muito mais.

Bom, pra começar, ele – o documentário – fala do ciclo da economia de materiais: extração, produção, distribuição, consumo e o tratamento de lixo. Eu não vou comentar minuciosamente as cinco etapas, mas pelo menos comentar alguns dados que eu acho bem pertinentes. Todos sabemos que estamos vivendo em um estilo de vida capitalista, no qual a economia gira em torno das compras e do lucro destas. Também sabemos que este sistema está colocando em risco a vida do planeta. Nenhuma novidade até aí. Porém, o que pelo menos me abriu os olhos é que toda essa febre consumista foi programada, assim mesmo, programada.

Depois da guerra fria, os grandes empresários se juntaram e criaram o “American way of life”, tornar o consumo uma nova forma de vida, fazer com que as coisas sejam compradas, descartadas e destruídas numa velocidade cada vez maior. Bom, vou parar meu post por aqui, tem muita, muita coisa pra discutir. E se eu começar vai ficar difícil cortar a ideia ao meio. Só mais uma coisa, não posso esquecer de colocar o link do vídeo:

A História das Coisas

Clique, veja e comentem.


02 maio 2010

QUAL É A SUA? A arte da esquiva e fuga

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Eu bem que poderia fugir das frases feitas e do bom clichê, mas não poderia começar este tema de outra forma: “quem nunca se esquivou que atire a primeira pedra”. A arte da esquiva e da fuga são tão cultivadas hoje em dia e eu ainda não conheci o propósito disso tudo. Não digo da simples esquiva de atravessar a rua ao reconhecer alguém vindo em sua direção na calçada, ou a fuga de um problema familiar. O que eu quero dizer exatamente é aquela fuga e esquiva que todos – e eu me incluo nisso – temos de não dar importância a assuntos tão sérios.

Assuntos tão sérios? Sim. Assuntos de SEU/NOSSO interesse, assuntos nos quais fugimos e não damos a mínima. Ora, estamos a todo momento passivos, absorvendo informações, ideias, críticas, pontos de vista e não pensamos a respeito de quase nada! Semana passada estava aporrinhada com tarefas e problemas e trabalho e tive que esperar nada menos que UMA HORA para o ônibus que passa de 15 em 15 minutos chegar. O que todos fazem? Nada! Sequer perguntam para o cobrador o porquê do atraso.

Reclamar de um troco errado ou de um pedido trocado na padaria da esquina é visto pelos outros como uma injúria e difamação por parte de quem reclama. O QUE ESTÁ ACONTECENDO? Será que as regras mudaram? Qual é o problema de sair da inércia e falar e ser ético? Por que não avisam a garota do ônibus que a carteira dela está sendo roubada?

Enquanto você pensa aí, eu vou comer meu pão e relaxar pelo meu desabafo.


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