Jogando cartas de baralho dentro de uma cartola, o tédio absorve minhas vontades, como uma esponja. Olho para o relógio e parece que o tempo parou. Há gosto de café na minha boca e cheiro de cigarro na ponta dos meus dedos. Pego o trem às 7 horas e sigo para o meu destino, com livros de literatura estrangeira nas mãos. As botas que uso são desconfortáveis, perdi alguns centavos enquanto guardava o troco das balas de menta no bolso. Algumas pessoas me olham com desprezo, outras me recebem aonde vou, esboçando um sorriso no canto esquerdo da boca, desejando um "Bom dia". Segunda-feira, terça-feira, quarta-feira, quinta-feira e, finalmente, sexta-feira. Durante todos esses dias, tudo se repete. Quando chega o final de semana, posso ir ao parque com minha querida Jersey, onde conversamos sobre como a vida é (in)justa conosco. Bebemos, fumamos, damos boas risadas, tiramos algumas fotos das pessoas que passam pela rua, retratando suas vidas e estranhezas. Assim, nos sentimos um pouco melhor e vemos que a vida é boa conforme você dança. E só falta um ano, apenas um misero ano, para declararmos independência. A rotina não vai me engolir, não novamente.
14 maio 2010
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1° Você odeia a escola?!
ResponderExcluir2° Completar 18 anos não vai te deixar tão livre assim.
3° Você não gosta da sua familia? Problema com pais, pais divorciados talvez?
É apenas um texto que escrevi, não tem nada a ver com a minha vida pessoal. E eu amo a minha família.
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