Eu bem que poderia fugir das frases feitas e do bom clichê, mas não poderia começar este tema de outra forma: “quem nunca se esquivou que atire a primeira pedra”. A arte da esquiva e da fuga são tão cultivadas hoje em dia e eu ainda não conheci o propósito disso tudo. Não digo da simples esquiva de atravessar a rua ao reconhecer alguém vindo em sua direção na calçada, ou a fuga de um problema familiar. O que eu quero dizer exatamente é aquela fuga e esquiva que todos – e eu me incluo nisso – temos de não dar importância a assuntos tão sérios.
Assuntos tão sérios? Sim. Assuntos de SEU/NOSSO interesse, assuntos nos quais fugimos e não damos a mínima. Ora, estamos a todo momento passivos, absorvendo informações, ideias, críticas, pontos de vista e não pensamos a respeito de quase nada! Semana passada estava aporrinhada com tarefas e problemas e trabalho e tive que esperar nada menos que UMA HORA para o ônibus que passa de 15 em 15 minutos chegar. O que todos fazem? Nada! Sequer perguntam para o cobrador o porquê do atraso.
Reclamar de um troco errado ou de um pedido trocado na padaria da esquina é visto pelos outros como uma injúria e difamação por parte de quem reclama. O QUE ESTÁ ACONTECENDO? Será que as regras mudaram? Qual é o problema de sair da inércia e falar e ser ético? Por que não avisam a garota do ônibus que a carteira dela está sendo roubada?
Enquanto você pensa aí, eu vou comer meu pão e relaxar pelo meu desabafo.
Ótimo post.
ResponderExcluirThanks!
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